Ezequiel 1:1-28 NVT
[1] Em 31 de julho de meu trigésimo ano, enquanto eu estava com os exilados judeus junto ao rio Quebar, na Babilônia, os céus se abriram e tive visões de Deus. [2] Isso aconteceu no quinto ano do exílio do rei Joaquim. [3] (O SENHOR deu essa mensagem ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi, junto ao rio Quebar, na terra dos babilônios, e a mão do SENHOR estava sobre ele.) [4] Quando olhei, vi uma grande tempestade que vinha do norte. Uma nuvem faiscava com relâmpagos e brilhava com luz intensa. Dentro da nuvem havia fogo e, no meio do fogo, resplandecia algo semelhante a âmbar reluzente. [5] Do centro da nuvem surgiram quatro seres vivos de aparência humana, [6] porém cada um tinha quatro rostos e quatro asas. [7] Suas pernas eram retas, e seus pés tinham cascos como os de bezerro e brilhavam como bronze polido. [8] Debaixo de cada uma das quatro asas, vi mãos humanas. Assim, cada um dos quatro seres tinha quatro rostos e quatro asas. [9] As asas de cada um dos seres tocavam as asas dos seres ao seu lado. Cada um se movia para a frente, sem se virar. [10] Cada um dos quatro seres tinha rosto humano na frente, rosto de leão à direita, rosto de boi à esquerda e rosto de águia atrás. [11] Cada um tinha dois pares de asas estendidas: com um par tocava as asas dos seres de cada lado e com o outro par cobria o corpo. [12] Deslocavam-se em qualquer direção que o espírito indicava e moviam-se para a frente, sem se virar. [13] Os seres vivos eram semelhantes a brasas acesas ou tochas reluzentes, e relâmpagos pareciam faiscar entre eles. [14] Os seres vivos se deslocavam de um lado para o outro rapidamente, como relâmpagos. [15] Enquanto eu olhava para esses seres, vi quatro rodas que tocavam o chão junto a eles, uma roda para cada um. [16] As rodas brilhavam, como se fossem feitas de berilo. As quatro rodas eram semelhantes e feitas da mesma forma; cada uma tinha dentro dela outra roda que girava na transversal. [17] Os seres podiam se deslocar em qualquer uma das quatro direções, sem se virar enquanto se moviam. [18] Os aros das rodas eram altos e assustadores, cobertos de olhos em todo o redor. [19] Quando os seres vivos se moviam, as rodas se moviam com eles. Quando eles voavam para cima, as rodas também subiam. [20] O espírito dos seres vivos estava nas rodas; aonde quer que o espírito fosse, as rodas e os seres vivos o acompanhavam. [21] Quando os seres se moviam, as rodas também se moviam. Quando os seres paravam, as rodas também paravam. Quando os seres voavam para cima, as rodas também subiam, pois o espírito dos seres vivos estava nas rodas. [22] Acima deles estendia-se uma superfície como o céu, brilhante como cristal. [23] Abaixo dessa superfície as asas de cada ser vivo se estendiam de modo a tocar as asas dos outros, e as outras duas asas cobriam seu corpo. [24] Quando voavam, o estrondo de suas asas soava para mim como ondas do mar quebrando na praia, como a voz do Todo-poderoso, ou como os gritos de um grande exército. Quando os seres pararam, abaixaram as asas. [25] Enquanto estavam com as asas abaixadas, uma voz falou de além da superfície acima deles. [26] Acima dessa superfície havia algo parecido com um trono de safira. No trono, bem no alto, havia uma figura semelhante a um homem. [27] Da cintura para cima, tinha a aparência de âmbar reluzente que cintilava como o fogo, e, da cintura para baixo, parecia uma chama ardente que brilhava com esplendor. [28] Estava rodeado por um aro luminoso, como arco-íris que resplandece entre as nuvens num dia de chuva. Essa era a aparência da glória do SENHOR para mim. Quando a vi, prostrei-me com o rosto no chão e ouvi a voz de alguém que falava comigo.
